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sábado, 24 de dezembro de 2011

EMPATE A SEIS (COM TRÊS GOLOS LUSOS)NÃO CHEGA...


A PRIMEIRA MÃO FOI FATAL
DÍNAMO DE MOSCOVO 6 – CSKA 6
Ao intervalo 3-2
(13-12 no total da eliminatória)

TAÇA DA RÚSSIA
 ¼ final (2ª mão)
Pavilhão  "Krylatskoe" (Dínamo)
ÁRBITROS
E Shabanov (Shchelkovo)  e Akimcev (Khotkovo).

Popov, Rómulo, Tatuagem, Fernandinho, Cirilo, Fukin Badretdinov, Shayakhmetov, Rakhimov, Vinicius Pool.
 Klimovski, Sergeev, Divanei,  Cardinal, Ricardinho, Majewski  Kotlyarov, Azizov, Kaņivecs, Shakirov.


MARCHA MARCADOR
1-0   Romulo (3)
2-0   Cirilo (8)
2-1   Kaņivecs (16)
3-1 Shayakhmetov (17)
3-2 Sergeev (17)
4-2 Tattoo (29)
4-3 Maevski (34)
4-4 Cardinall (37)
5-4 Tatuagens (38)
5-5 Ricardinho (38)
5-6 Cardinal (44)
6-6 Romulo (46).
AMARELOS:
Fukin, Popov, Romulo, Azizov, Ricardinho.


Crónica
Foi um jogo aberto e intenso, que terminou de forma espectacular, entre duas grandes equipas e que mostrou, a evolução da equipa do CSKA e que provou, que o conjunto pode lutar de igual para igual com qualquer adversário.
O Dínamo tinha a vantagem da primeira mão – que acabou por ser decisiva – mas equipa do Exército entrou determinada e pressionante, desde o primeiro minuto.
O Dínamo defendia com agressividade, saindo rápido para o ataque e com uma grande arma...O remate fácil de qualquer ângulo! Jogando muitas vezes com Cirilo na posição de pivot o Dínamo era quase letal.
Abriu o activo aos três minutos no segundo remate à baliza – no primeiro tinha enviado ao poste – e ao quarto remate fez o segundo golo.
O CSKA abanou um pouco e demorou a reagir. O jogo ficou mais equilibrado (passada esta fase) mas muito aberto. O golo podia acontecer em qualquer das balizas pois as oportunidades aconteciam a todos os minutos. O guarda-redes da casa parecia imbatível.
Como consequência deste facto, entrou-se numa fase louca, com três golos em apenas dois minutos.
No segundo tempo, o jogo era dominado pelo CSKA que tinha posse de bola e procurava o empate. A equipa da casa jogava no seu meio terreno e saía em transições rápidas terminando sempre as jogadas com remates.
Num desses ataques, voltou a marcar, contra a corrente do jogo. A maior frescura física da equipa militar, manteve o jogo em aberto e originou nova fase de golos. O CSKA empatou a quatro, mas uma desconcentração defensiva num lançamento lateral deu de imediato, nova vantagem ao Dínamo.
Foi a vez dos Lusos tomarem conta do jogo, jogando muitas vezes os três em simultâneo. Ricardinho, na jogada seguinte restabeleceu a igualdade com um remate de meia distancia, demonstrando que o jogo seria disputado até ao fim.
Paulo Tavares, apostou no jogo e forçou a sorte. Passou a jogar de cinco para quatro os últimos nove minutos. A partir dessa altura só deu CSKA!
Os campeões defendiam frente à sua área e o seu guarda-redes defendeu  tudo o que era possível. No enatanto, Cardinal, um remate do lado esquerdo surpreendeu Popov e colocou a sua equipa em vantagem.
Paulo tavares, sabia as regras da prova – que em caso de igualdade em golos, seria apurada a equipa com maior golos marcados fora de casa – continuou nesse esquema, procurando novo golo.
Muitas oportunidades, para o CSKA, mas o golo não aparecia. Ricardinho comandava a equipa com calma e rigor táctico, protegendo sempre a sua baliza quando o adversário ganhava a bola evitando o remate de baliza a baliza. Coincidência – ou não – quando Ricardinho saiu para descansar (?) um pouco, pois foi o jogador mais utilizado em todo o jogo, o  Dínamo conseguiu o empate, num lance fortuito, muito raro e feliz.
O jogador do CSKA tentou servir um companheiro no lado direito junto à linha final. O adversário apercebeu-se do passe e interceptou-o cortando com um pontapé em queda. Fê-lo de tal forma, para afastar a bola do seu campo e viu o esférico atravessar todo o terreno e entrar na baliza contrária…

Mesmo sentindo a infelicidade, o CSKA manteve a sua postura ofensiva – mais um golo dava prolongamento – mas o Dínamo conseguiu evitar novo golo. Oportunidades aconteceram para os canhoeiros mas Popov, os postes e erros (nervos) evitaram um prolongamento – no mínimo - mais que merecido.

Os Lusos estiveram muito bem. Divanei regressou e mesmo com a falta de competitividade originada pela longa paragem, esteve certo e bem. Ricardinho apareceu mais solto que o costume, foi o mais utilizado e comandou sempre a equipa, fez um golo oportuno e relançou a equipa no jogo. Cardinal foi implacavelmente marcado, muitas vezes por dois jogadores, que utilizavam muita agressividade. Esteve paciente e acabou por se vingar dessas marcações com dois excelentes golos. O primeiro na posição de pivot, rodando sobre dois adversários e marcando.
Mereciam continuar na prova, pelo que fizeram em campo.

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Tino Pérez, treinador do «Dynamo»
Em primeiro lugar, agradeço a todos os espectadores que assistiram a  este jogo.  Eles tiveram a  sorte de ver mais um jogo muito disputado. Em segundo lugar, gostaria de salientar  a dificuldades deste  jogo, foi um jogo muito difícil.
Pesno que o jogo deveria ter ido ao prolongamento, pelo que fizeram as duas equipas. Qualquer das equipas merecia passar  para as meias finais.
 O segundo jogo tornou-se uma continuação lógica do primeiro, com  grande número de ataques. O jogo foi aberto e devo observar  que nos recentes duelos com o CSKA é sempre assim. As acções dos atacantes têm precedência sobre a defesa.
Feliz ano novo e boa sorte!
Paulo Tavares, o treinador do CSKA
Felicito em primeiro lugar, o Dínamo, que cumpriu sua missão e teve lugar nas meias-finais da Copa. O CSKA continua a cometer alguns erros na defesa. Espero que, ao longo do tempo se i atinja o resultado desejado. Em qualquer caso, em ambos os jogos da Taça, gostaria de destacar Alexei Popov, que foi muito importante para assegurar os resultados. Sou forçado a levantar o tópico da arbitragem. Eu acho que os árbitros são demasiado  rigorosos  com Cardinal. Se pretendem puni-lo têm um cartão para isso e não devem punir toda a equipa.
Mais uma vez felicitar o Dínamo pela passagem às meias-finais
Desejo a todos um feliz ano novo!

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